“Não tem isso de nasceu homem e pode ser mulher”, diz Ministro da Educação durante coletiva de reality show

Ministro da Educação, Milton Ribeiro teve um ataque de fúria durante lançamento do programa “Merendeiras do Brasil“, um reality show envolvendo 15 merendeiras de escolas públicas brasileiras, que será transmitido na Rede TV, do bolsonarista Marcelo de Carvalho. De iniciativa do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o reality foi apresentado nesta terça (08/03) em coletiva de imprensa em Brasília.

As candidatas serão selecionadas por diferentes regiões do país a partir de critérios técnicos, e irá premiar com uma viagem e uma quantia em dinheiro a melhor profissional que, durante o ano letivo, prepara as refeições para centenas ou milhares de crianças. No entanto, durante dado momento do evento de divulgação da iniciativa, o assunto ficou um tanto quanto ofuscado. Isso porque Ribeiro afirmou que, além da questão alimentar, é um papel das merendeiras, também, ter o cuidado para que as crianças não sejam “incentivadas” a mudar de gênero. “Nós não vamos permitir que a educação brasileira vá por um caminho de tentar ensinar coisa errada para as crianças. Coisa errada se aprende na rua. Dentro da escola, a gente aprende o que é bom, o correto, o civismo, o patriotismo. Por isso que tem um grupo da população que infelizmente me critica, mas tenho certeza que as merendeiras, mães, avós estão comigo“, disse.

Eu quero cuidar das crianças. Não vou permitir que ninguém violente a inocência das crianças nas escolas públicas. Esse é um compromisso do nosso presidente. Não tem esse negócio de ensinar: você nasceu homem, pode ser mulher. Respeito todas as orientações. Mas uma coisa é respeitar, incentivar é outro passo“, continuou o ministro. Ribeiro citou o país laico ao justificar que respeita as diferenças, e disse não ter vergonha de ser contrário à educação sexual de gênero às crianças nas escolas. “Eu respeito, e tenho dito isso. Mas não vou permitir que, com crianças de 6 a 10 anos, um professor chegue e diga que se ela nasceu homem, se quiser pode ser mulher. Isso eu falo publicamente, mesmo“, completou ele.

Não tenho vergonha de falar isso. Não tenho compromisso com o erro. Temos que respeitar todos, nosso país é laico, mas tenho certeza que as merendeiras do Brasil que cuidam das crianças também têm esse cuidado todo especial. Não apenas com o que se come, mas com o que se aprende intelectualmente“, concluiu.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!