“Dona Jura era para ser gay, campeã de bilhar”, revela Solange Couto sobre personagem em ‘O Clone’

Dona Jura é uma das personagens de “O Clone” que mais fazem sucesso até hoje. Interpretada pela atriz Solange Couto, a dona do bar ganhou fama pelo bordão “Não é brinquedo, não” e ficou eternizada na memória do público que acompanhou a novela exibida pela TV Globo, em 2001. Apesar dos mais de 21 anos de existência, a personagem continua surpreendendo. Segundo Solange, a personalidade de Jura seria totalmente diferente do que foi mostrada no ar.

Ela era gay, sabia? Era para ela ser homossexual, campeã de bilhar, usar moletom. Eu falei: ‘vou fazer essa mulher como uma mulher de Madureira, Vaz Lobo, Penha’, sabe? Essas mulheres que eu conheci na minha infância, na minha adolescência. Talvez por isso ela seja tão, tão verdadeira. Eu pedi à Glória para fazer dos dois jeitos. Eu fiz e a Glória gostou e deixou”, revelou a atriz em entrevista ao Yahoo. “Ela é um presentaço que nem eu, nem a Glória, nem o diretor Jayme Monjardim sabíamos iria se tornar o que se tornou. A novela não era dela. E até hoje eu escuto muita gente ‘a novela da Dona Jura’. As pessoas às vezes não sabem o nome da novela que é ‘O Clone’. Ela roubou a novela, me sinto absurdamente honrada por ter tido esse privilégio da autora, por ter conseguido alcançar“, completou.

A atriz conta que a personagem segue sendo lembrada até em momentos delicados de sua vida. “Ouço isso do comandante do avião ao frentista do posto. Onde você pensar. Eu escutei isso no CTI e pós-operada. Escutei isso correndo meu filho no pronto socorro, ele vomitando e a mulher falando isso e pedindo foto. Escutei isso agora no dia 27 passado, quando eu enterrei minha mãe dentro do cemitério. Indo com a mão no caixão e a pessoa ‘não é brinquedo, não’, queria que eu respondesse o que? A Jura já me tirou de enrascada, mas já me botou em enrascada’“, brinca. “Outro dia, contei, ouvi 31 vezes num dia só. Não consigo falar dela na primeira pessoa, só na terceira pessoa. Falo que a Dona Jura não é a personagem, é entidade.”

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!