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Motoristas de aplicativos estão fazendo sexo com passageiros para aumentar renda, diz reportagem

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Motoristas de aplicativos têm aceitado ter relações sexuais com passageiros em troca de dinheiro. É o que garante uma reportagem do Folha de S. Paulo, que ouviu relatos e depoimentos de condutores cadastrados na Uber, na 99 e no InDriver e confirmaram a existência dessa prática.

De acordo com a publicação, na maioria dos casos, tanto o passageiro quanto o motorista são homens cisgênero. Há relatos de que também há ofertas de mulheres que queriam pagar a corrida com relação sexual ao invés de dinheiro, mas estes são mais raros. Segundo motoristas, há códigos que podem ser enviados discretamente por quem estiver interessado, sendo o mais comum a letra “B”, fazendo uma referência ao sexo oral. Já a abordagem inicial pode ocorrer também durante o trajeto através de olhares no retrovisor, gestos e perguntas. “Na sequência, as partes combinam o que desejam fazer (masturbação, sexo oral ou anal) e os valores que serão cobrados. O ato pode ser praticado com o carro em movimento, parado em ruas pouco movimentadas, em um motel (bancado pelo cliente) ou até na casa do passageiro“, destaca a publicação.

O motorista Marcelo (nome fictício), de 22 anos, afirma à reportagem já ter ficado com cerca de 50 passageiros desde que começou a trabalhar na área, há dois anos. Em alguns casos, não chegou a cobrar pelo sexo. O valor de seu programa pode custar entre R$ 50 e R$ 150, mas já chegou a faturar R$ 200. Isso equivale a quase todo o lucro diário que tem com as corridas. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou Pix. Ele afirma que espera a abordagem vir do próprio passageiro pessoalmente e que nunca responde a códigos enviados pelo chat, pois tem medo que as mensagens virem provas contra ele.

Em nota enviada à Folha, a Uber ressalta que, de acordo com seus códigos de conduta, “qualquer comportamento que envolva violência, conduta sexual, assédio ou discriminação ao usar o aplicativo resultará na desativação da conta“. “Isso também se estende ao que é digitado nas mensagens que podem ser enviadas dentro do app, já que o respeito entre todos da comunidade deve ser mantido em todas as interações ‘virtuais ou reais‘”, diz o aplicativo. A 99 não quis se manifestar e a InDriver não retornou o contato da reportagem.

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