Oficial encarregado de “promover a moral” no Irã é suspenso após suposto vídeo de sexo gay

Um funcionário encarregado de fazer cumprir o código de moralidade do Irã e a exigência de hijab – conjunto de vestimentas determinado pela doutrina islâmica para mulheres – foi suspenso no início deste mês após se tornar público um vídeo em que aparece fazendo sexo com outro homem.

Reza Tsaghati foi suspenso de seu cargo de Diretor-geral de Cultura e Orientação Islâmica na província de Gilan, depois que o vídeo foi publicado pela primeira vez pela Rádio Gilan em seu canal Telegram. O caso foi amplamente divulgado pela BBC, que disse não poder confirmar a identidade dos participantes do vídeo. De acordo com a publicação, as imagens foram feitas nas instalações da Direção Geral de Cultura e Orientação Islâmica de Gilan. O outro homem que aparece nas imagens não foi identificado.

Inicialmente, as autoridades iranianas permaneceram em silêncio após o vazamento do vídeo, mas o departamento de cultura e orientação islâmica de Gilan emitiu uma declaração posteriormente, encaminhando o caso às autoridades judiciais. Com isso, Tsaghati foi afastado do cargo enquanto as autoridades investigam o caso.

Homossexualidade e relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são ilegais no Irã e podem acarretar até a pena de morte. Os críticos das leis anti-LGBTQ+ do país alegaram que o caso mostrava a hipocrisia do governo e o sistema de justiça de dois níveis, que permite que indivíduos favorecidos escapem da punição por crimes que trariam processo, prisão e até a morte de cidadãos comuns.

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Felipe Sousa

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!

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