A Geração Z se recusa a trabalhar em ambientes LGBTfóbicos, aponta novo estudo mundial

À medida que mais e mais membros da Geração Z entram no mercado de trabalho, a discriminação por parte dos empregadores simplesmente não irá funcionar. Um novo estudo realizado pela myGwork, empresarial para profissionais LGBTQIA+ graduados, revela que não só uma grande proporção da Geração Z se identifica como parte da comunidade, como também os seus membros planejam ser abertos quanto sua sexualidade em todos os aspectos da sua vida, incluindo no local de trabalho.

Os resultados são baseados em uma pesquisa com mais de 2.000 estudantes e recém-formados de todo o mundo. Mais de um terço desse grupo demográfico se identifica como LGBTQIA+ (36%), e desse total, três em cada quatro (75%) expressaram insatisfação em trabalhar em algum lugar onde não poderiam sair do armário. Além disso, sete em cada 10 entrevistados LGBTQIA+ disseram que estar no trabalho era muito importante para eles, com 29% dizendo categoricamente que se recusariam a trabalhar em um lugar onde não pudessem ser autênticos, independentemente da descrição do trabalho ou o pacote empregatício oferecido pelo empregador.

A LGBTfobia no local de trabalho ainda é uma questão importante, com quase metade (48%) dos entrevistados afirmando ter testemunhado discriminação com base na sexualidade ou gênero no local de trabalho. Outros 36% dos entrevistados afirmam ter sido vítima de preconceito no ambiente trabalhista. O estudo também destacou a importância de ter modelos LGBTQIA+ no local de trabalho. Dos entrevistados pela pesquisa, 49% disseram que ver modelos e aliados mais visíveis em uma empresa os tornaria muito mais propensos a aceitar uma oferta de emprego.

Resumindo, se as empresas querem trazer novos talentos, elas precisam ser receptivas a pessoas de todas as identidades. “Nossa pesquisa mais recente vai além de destacar setores considerados mais amigáveis ​​aos LGBTQ+ pelos jovens que procuram emprego”, disseram os cofundadores do myGwork, Adrien e Pierre Gaubert, em comunicado. “Numa era em que a inclusão e a pertença são fundamentais para locais de trabalho progressistas, a investigação da myGwork serve como um guia indispensável para organizações que pretendem criar ambientes justos e inclusivos para atrair o talento valioso de que necessitam para ter sucesso.”

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Felipe Sousa

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!

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