O aspirante a padre contou detalhes sobre o caso que aconteceu em 2017 à BBC

Em seminário para padres na Itália, Rosario Lonegro foi obrigado a simular seu funeral por ser gay

Rosario Lonegro foi um dos jovens que sofreu as consequências da igreja católica em tentar apagar o passado da comunidade LGBTQIAPN+. O aspirante a padre passou por um seminário católico na Sicília, na Itália, e foi ordenado a simular o seu próprio funeral como uma terapia de conversão para continuar no caminho do sacerdócio.

“Foi o período mais sombrio da minha vida”, disse ele à BBC, relembrando sua experiência no seminário em 2017. Lonegro ainda conta que se sentia preso em ter que reprimir o seu verdadeiro eu. “A pressão psicológica para ser alguém que eu não era foi intransponível. Eu não poderia mudar, não importa o quanto tentasse”, afirma o rapaz.

Entre as atividades, estava se trancar em um armário escuro, ser coagido e tirar a roupa na frente de outros participantes. Durante estes rituais, ele foi incumbido de escrever as suas falhas, como “homossexualidade”, “abominação”, “falsidade”.

Outro entrevistado pela BBC, um homem de 33 anos, contou que não queria ser homossexual e acreditava que precisava ser curado da “doença”. Vale ressaltar que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da lista de perturbações mentais em 1990.

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Arthur Aguiar

Redator do Pheeno, formado em comunicação social e estudante de moda. Apaixonado por contar histórias e explorar culturas.

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