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Hipocrisia exposta: líder cristão de ‘cura gay’ é preso após marcar encontro sexual com menino de 14 anos

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O norte-americano Alan Chambers, de 54 anos, voltou ao centro das atenções envolvido em um escândalo grave. Conhecido por ter liderado um ministério cristão que defendia a chamada “cura gay”, ele foi preso na última segunda-feira (18/5), na Flórida, após marcar um encontro sexual com quem acreditava ser um adolescente de 14 anos — que, na verdade, era um policial disfarçado.

Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Orange, Chambers utilizou o Snapchat e o Telegram para trocar mensagens de conteúdo sexual explícito com o suposto menor. Durante as conversas, ele teria sido insistente ao afirmar que queria se encontrar para “fazer sexo” e chegou a sugerir que o adolescente pegasse um carro por aplicativo até o seu escritório. Em nota, as autoridades destacaram: “Nossos detetives impediram um predador antes que ele tivesse a chance de prejudicar um menor”.

As investigações apontam que o contato entre os dois ocorreu ao longo de meses, entre fevereiro e maio. Nesse período, Chambers teria enviado imagens íntimas, incluindo fotos do próprio corpo nu, além de mensagens em que descrevia a situação como um “amor proibido” e dizia desejar o adolescente “muito”. Em um dos trechos mais alarmantes, ele chega a questionar: “É errado eu querer fazer amor com alguém de 14 anos?”, indicando que tinha plena noção da gravidade de seus atos e do risco de ser descoberto.

A repercussão do caso é ampliada pelo histórico do religioso. Entre 2001 e 2013, ele esteve à frente da Exodus International, grupo que promovia terapias de conversão sexual. Em 2012, o próprio Chambers anunciou o fim das atividades, reconhecendo os danos causados por essas práticas, e no ano seguinte fez um pedido público de desculpas às pessoas afetadas. Ainda assim, manteve posicionamentos conservadores sobre sexualidade. Após a prisão, ele foi liberado mediante ao pagamento de fiança de US$ 15 mil (cerca de R$ 75 mil).