Filho de Mauricio de Sousa anda com namorado de mãos dadas e fala sobre privilégios

O diretor e produtor Mauro Sousa, filho de um dos maiores cartunistas do Brasil, Mauricio de Sousa, fez um desabafo em seu Instagram sobre o seu relacionamento com o produtor Rafael Piccin. Por meio de um texto, escreveu que não anda em qualquer lugar sem medo de se sentir espancado e pediu para que seus seguidores reflitam sobre preconceito.

“Sei que sou privilegiado por usar as roupas que uso, por andar pelos lugares que ando, por trabalhar onde trabalho, por ter estudado onde estudei, por viajar pra onde eu viajo, por morar onde moro. Mas também sei que nem todos têm esses mesmos privilégios e que isso não é justo. Por isso, como qualquer outro cidadão consciente, sei que preciso ser, no mínimo, empático (no sentido mais genuíno da palavra) e que devo agir para combater essas diferenças”, iniciou ele no texto.

“Eu também sei que eu não tenho o privilégio de poder andar livremente de mãos dadas com o meu namorado em qualquer lugar sem sentir medo de ser espancado, sem receber olhares tortos e enojados, sem ter que planejar se poderemos ir àquele estabelecimento e se sequer nos deixarão entrar porque acham inapropriado. Sem ter medo de morrer”, continuou.

Por fim, o filho de Maurício de Sousa finalizou o texto reflexivo dizendo: “Então, o que eu espero é que, aos que lerem este texto, e que possuem esses privilégios que não tenho, reflitam se diante dessas situações, estão sendo, no mínimo, empáticos (no sentido mais genuíno da palavra) e se estão sendo cidadãos conscientes e agentes no combate dessas desigualdades”. O produtor, no final do seu desabafo, ainda deixou um questionamento: “Você, meu seguidor, é um cidadão consciente e agente?”.

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Sei que sou privilegiado por usar as roupas que uso, por andar pelos lugares que ando, por trabalhar onde trabalho, por ter estudado onde estudei, por viajar pra onde eu viajo, por morar onde moro. Mas também sei que nem todos têm esses mesmos privilégios e que isso não é justo. Por isso, como qualquer outro cidadão consciente, sei que preciso ser, no mínimo, empático (no sentido mais genuíno da palavra) e que devo agir para combater essas diferenças. Eu também sei que eu não tenho o privilégio de poder andar livremente de mãos dadas com o meu namorado em qualquer lugar sem sentir medo de ser espancado, sem receber olhares tortos e enojados, sem ter que planejar se poderemos ir àquele estabelecimento e se sequer nos deixarão entrar porque acham inapropriado. Sem ter medo de morrer. Então, o que eu espero é que, aos que lerem este texto e que possuem esses privilégios que não tenho, reflitam se diante dessas situações, estão sendo, no mínimo, empáticos (no sentido mais genuíno da palavra) e se estão sendo cidadãos conscientes e agentes no combate dessas desigualdades. Você, meu seguidor, é um cidadão consciente e agente? #pride🌈

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!