Primeiro piloto trans da Índia é proibido de trabalhar após diagnóstico de disforia de gênero

Um grande exemplo de preconceito, ignorância e incoerência!

A primeira pessoa trans na Índia a se tornar piloto aéreo foi proibida de voar por seis meses após ser diagnosticado com ‘disforia de gênero’.

Adam Harry (21) recebeu sua licença de piloto particular pela Skyhark Aviation Academy em Joanesburgo e ganhou fama como sendo o primeiro piloto trans publicamente assumido na Índia. Porém, agora ele é considerado incapaz de exercer sua profissão.

De acordo com uma declaração do Conselho de Avaliação Médica da Direção-Geral da Aviação Civil, emitida no dia 18/03, Harry foi informado de que não poderia voar até que uma nova consulta médica o liberasse. “O que eles estão tentando afirmar aqui é que a disforia de gênero é uma doença”, disse o piloto.

“Eu tive que passar por inúmeros procedimentos dolorosos para obter um atestado médico em primeiro lugar. Como eles pediram, eu entreguei cartas do meu psiquiatra e endocrinologista para provar minha aptidão física”, desabafa Adam. “Como sou uma pessoa trans, tenho muita dificuldade em obter meus atestados e exames médicos”, acrescenta.

O mais irônico é que quem financiou o curso de Adam foi o governo indiano e, agora, o mesmo governo caçou a sua licença de piloto. “As questões de gênero são extremamente incompreendidas em nosso país. As vozes de pessoas trans são facilmente pisadas. Lutarei por justiça, não importa o que for preciso”, disse Harry.

Adam nasceu na cidade de Trissur, no estado indiano de Querala, sul da Índia e deixou sua cidade natal aos 19 anos para escapar de ataques transfóbicos, já tendo se qualificado como piloto. Ao voltar para a Índia, a mídia local noticiou o mérito de ele ser o primeiro piloto trans no país.

Arquiteto, DJ, VJ, Produtor de Eventos e redator colaborador de conteúdos sobre diversidade LGBTI+ do portal Pheeno.com.br! #MandaAssunto