Sheilla critica presença de atleta trans na liga feminina de vôlei: “Tem a força de um homem”

A bicampeã olímpica Sheilla ficou no centro de uma polêmica nas últimas horas. Em entrevista ao programa web Dibradoras, dirigido e produzi do apenas por mulheres, a jogadora criticou a presença da transexual Tiffany, do Bauru, na Superliga Feminina.

Ao justificar a sua opinião, a oposta causou mal-estar ao lembrar de uma conversa com a central Fabiana, do Praia Clube, quando as duas relataram temer que o vôlei feminino seja dominado, no futuro, por atletas trans. Após o episódio, Sheilla tentou explicar a situação nas redes sociais.

“É realmente muito polêmico esse assunto. Antes do Natal, eu dei uma entrevista sobre isso e, na época, eu estava meio por fora. Conversei com a Fabiana sobre isso, e ela disse: ‘Espera para ver ela jogar’. Depois que vi uma entrevista do médico Paulo Zogaib, mudei de opinião. Hoje sou contra”, conta Sheilla, justificando que Tiffany possui “a força de um homem”.

“Ela tem a força de um homem. Eu a Fabiana estávamos falando sobre isso outro dia. Imagina se isso vira uma onda, por que não precisa mais de cirurgia. Imagina se todos os gays e viados decidem jogar a Superliga? Vai ficar complicado, porque não temos como competir com eles”, acrescenta. Após a entrevista, a ex-atleta recebeu diversas críticas. Horas depois, Sheilla usou os seus perfis para tentar apaziguar os ânimos.

Confira

Gente, estou vendo como suscitei um ódio incrível sobre o caso da Tiffany. Eu dei uma entrevista logo depois do Natal dizendo que eu era a favor da participação dela na Superliga feminina, mas que não podia opinar com profundidade porque não entendia do assunto, sobretudo a respeito de hormônios e da formação corporal. Depois, após ler a opinião de médicos, vi outro lado da história, que está na vantagem física que a Tiffany leva sobre as demais jogadoras, mesmo hoje controlando os hormônios. Então, me reposicionei. Disse que sou contra. Claro que precisamos buscar uma solução pra situação. Na entrevista, a Renata e a Roberta falaram em cotas, eu concordei que talvez seja a solução para não excluir ninguém. O esporte é sim um ambiente de inclusão social e vai continuar sendo. A Tiffany é pioneira nisso e ainda terão muitas discussões sobre o assunto. E este é meu posicionamento. Respeito opiniões contrárias e espero respeito tb.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!