Ativista LGBTQ+ Valéria Rodrigues morre vítima de Covid-19 em São Paulo

Morreu em São Paulo no último sábado (13/03), vítima da Covid-19, a travesti e ativista LGBTQ+ Valéria Rodrigues, aos 41 anos. Ao G1, a irmã de Valéria, Elenice Rodrigues, afirmou que ela estava internada desde o domingo passado (07/03) na Unidade De Pronto Atendimento (UPA) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

Segundo a prefeitura de Franco da Rocha, a ativista estava na lista de espera de transferência para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em um hospital do estado. De acordo com informações do G1, ao menos 60 pacientes com Covid ou suspeita morreram na fila por um leito de UTI no estado de SP, 6 deles em Franco da Rocha.

As páginas nas redes sociais do Instituto Nice, da qual era presidente, e da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) publicaram notas de pesar pelo falecimento de Valéria. “Valéria ficará nas nossas lembranças como uma travesti que não descansava nunca. Infelizmente a Covid-19 lhe vitimou e a levou muito jovem ainda, exatamente porque ela estava na linha de frente do enfrentamento da pandemia junto a população trans mais vulnerável“, lamentou a Antra.

Candidata à vereadora da capital paulista em 2016, pelo PC do B, a ativista colaborou com o Ministério Público Federal (MPF) em operações para desarticular quadrilhas que comandavam o tráfico estadual e internacional de travestis a partir de São Paulo. As operações libertaram 73 vítimas.

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