Nova cédula de 50 libras homenageia Alan Turing, matemático gay que ajudou a derrotar a Alemanha nazista

O Banco da Inglaterra revelou nesta quinta-feira (25/03) o design de uma nova nota de 50 libras, criada em homenagem ao matemático gay Alan Turing, conhecido como pai da computação. Turing ajudou a Grã-Bretanha a vencer a Segunda Guerra Mundial com sua habilidade de decifrar códigos, mas acabou se suicidando após ser condenado por fazer sexo com outro homem.

Segundo informações do site Pink News, a nota entrará em circulação em 23 de junho, data do aniversário de Turing. A cédula traz uma foto do cientista tirada em 1951, além de uma fórmula matemática e um equipamento projetado por ele. Já a data de nascimento do homenageado aparece em código binário. E não para por aí! Há ainda uma frase cunhada pelo autor em uma entrevista concedida a um jornal anos após a guerra: “Isso é apenas um gosto antecipado do que está por vir, apenas uma sombra do que será“. Até o símbolo que identifica a veracidade da nota teve o design alterado para parecer um chip de computador.

Não é só uma celebração por seu gênio científico, que ajudou a encurtar a guerra e influenciar a tecnologia que usamos hoje. A nota também confirma o seu status como uma das figuras LGBTQ+ mais icônicas do mundo. (…) Seu legado é uma lembrança do valor de abraçar todos os aspectos da diversidade, e também o trabalho que ainda temos pela frente para sermos realmente inclusivos“, disse o diretor de comunicações do governo, Jeremy Fleming.

Os feitos e a vida do inglês inspiraram o longa ‘O Jogo da Imitação‘, estrelado por Benedict Cumberbatch e vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Turing foi condenado por indecência grosseira em 1952 por fazer sexo com um homem e foi submetido à castração química com injeções de hormônios femininos para evitar a prisão. Ele perdeu seu certificado de segurança para trabalhar com a agência de espionagem britânica GCHQ. Na Grã-Bretanha, manter relações com pessoas do mesmo sexo foi ilegal até 1967. Turing usou cianeto para se matar em 1954, aos 41 anos, de acordo com um inquérito da época. Em 2013, o matemático recebeu um perdão real da Rainha Elizabeth pela condenação criminal que precedeu sua morte.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!