Homem que matou passageira com marreta no Metrô de SP diz ter ouvido vozes o chamando de “mulher ou gay”

O aposentado Luciano Gomes da Silva, de 55 anos, que matou a marretadas Roseli Dias Campos, de 46 anos, em uma estação do Metrô de São Paulo nesta segunda (26/04), disse no boletim de ocorrência que ouviu “vozes” antes do crime. Ainda segundo o boletim de ocorrência do caso, o homem, que afirma tomar remédios controlados, teria ouvido Roseli o chamar de “mulher ou gay” e por isso a atacou.

Testemunhas disseram que o aposentado atacou a auxiliar de surpresa, quando ela estava sentada num dos bancos do vagão. “Uma das testemunhas contou que o aposentado estava em pé e de repente, armado com uma marreta, foi para cima da vítima, que estava sentada”, informa trecho da nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre o caso. Ele ficou ferido após apanhar de outros passageiros que se revoltaram com a situação. “Ao ser questionado [pelos seguranças do Metrô], o suspeito Luciano Gomes da Silva disse que ‘fazia uso de medicamento controlado e ouviu vozes falando que a vítima dizia que ele seria mulher ou gay’ (sic), instante em que agrediu a mesma com a marreta que trazia consigo”, informa trecho do boletim de ocorrência.

A auxiliar de limpeza não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu horas depois na mesma Santa Casa para onde o seu agressor também foi levado. Mesmo sem ter sido interrogado pela investigação, Luciano foi indiciado indiretamente pelo assassinato da vítima. Além de ouvir testemunhas, a polícia ainda analisa câmeras de segurança que possam ter gravado o crime dentro do vagão. O crime é investigado como homicídio pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), na Zona Oeste.

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