Corpo de ativista LGBTQ+ ligado ao MST é encontrado carbonizado no Paraná; polícia suspeita de homofobia

O corpo de Lindolfo Kosmaski, ativista LGBTQ+ e que atuava junto ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), foi encontrado carbonizado na noite do último sábado (01/04), no município de São João do Triunfo, no Paraná. O movimento acredita que o homicídio tenha sido motivado por homofobia.

O ativista era professor da rede estadual e cursava mestrado na Universidade Federal do Paraná, no programa Educação em Ciências e em Matemática. Ele também foi candidato a vereador do munícipio em 2020. “Ele era bem conhecido na região. Antes de morrer, ele pagou cerveja para todo mundo e depois sumiu. O celular dele ficou no estabelecimento. Uma amiga falou que Lindolfo teria recebido ameaça de morte dias antes de ser assassinado”, conta Benedito Camargo, primo do ativista, ao UOL. A Polícia Civil do Paraná disse que está investigando o caso, mas que ainda não identificou o autor do crime. A suspeita é de que o crime esteja relacionado a homofobia.

O MST se manifestou em nota e lamentou o crime. “Neste momento de dor, prestamos toda a solidariedade à família, amigos e esperamos que os órgãos competentes possam acelerar as investigações e encontrar os responsáveis por esse crime hediondo. LGBTfobia é crime e interrompe trajetórias como a de Lindolfo, em uma sociedade democrática e de direito não há espaço para barbárie, ódio e intolerância”, diz.

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