No mês do Orgulho, pesquisa aponta que empresas ainda têm preconceito em contratar profissionais LGBTQ+

Apesar de toda essa manifestação mundial em apoio ao Mês do Orgulho LGBTQ+, celebrado anualmente em junho, o estudo Oldiversity, desenvolvido pelo Grupo Croma, revela que LGBTs ainda sofrem preconceito e discriminação pela sua orientação sexual.

A diversidade é aceita pela grande maioria da população, mas ainda é preciso transpor o discurso para maior representatividade dos públicos em todos os âmbitos, sejam sociais ou profissionais. 77% dos entrevistados declaram aceitar a diversidade, 70% acreditam que as empresas e marcas devam integrar o tema diversidade e 54% dos entrevistados acreditam que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante. Mas o público LGBT+ deseja maior participação no mercado de trabalho, segundo os dados da pesquisa. 75% dos entrevistados apontam que as empresas têm preconceito em contratar um profissional LGBT+, 72% gostariam de ver mais propagandas com elementos de diversidade e 68% dos entrevistados declaram que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante à diversidade.

Comportamentos preconceituosos das marcas e falta de diálogo aberto quanto à diversidade afastam o público LGBTQ+. 69% não consomem produtos de marcas com comportamentos preconceituosos, 67% consideram e recomendam, 66% admiram e 65% preferem marcas que falam abertamente sobre a diversidade. O estudo mostra ainda que LGBTs sofrem preconceito por sua orientação sexual e acredita que o atual governo influencia o aumento dele: 73% dos LGBTs entrevistados dizem que o governo influenciou no aumento do preconceito de gênero ou orientação sexual e 53% já sofreram algum tipo de discriminação pela sua orientação sexual. 

Infelizmente as pessoas são agredidas pelo simples fato de serem quem são. Essa violência é um reflexo do preconceito, que por sua vez deriva da falta de informação e da ignorância“, explica Edmar Bulla, CEO do Grupo Croma.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!