Argentina cria documento de identidade nacional para pessoas não-binárias

A Argentina se tornou nesta quarta-feira (21/07) o primeiro país da América do Sul a reconhecer oficialmente cidadãos não binários. A partir de agora, o documento nacional de identidade (DNI) passará a admitir o registro de pessoas não binárias, segundo um decreto assinado pelo presidente argentino Alberto Fernández.

Além do feminino e masculino, será possível selecionar a opção “X” no campo do sexo. Com isso, a Argentina se junta a países como Canadá, Austrália e Nova Zelândia que já reconhecem esta necessidade. Na cerimônia de assinatura, o presidente argentino realizou a entrega dos três primeiros DNIs a pessoas não binárias com sua identidade de gênero devidamente reconhecida no Museu do Bicentenário. “O Estado não deve se importar com o sexo de seus cidadãos. Existem mil maneiras de amar, ser amado e ser feliz“, disse Fernández. “Existem outras identidades além da de homem e mulher e devem ser respeitadas“, completou.

O presidente tem defendido reformas sociais progressistas, aprovando leis para legalizar o aborto no ano passado e defendendo publicamente seu filho, Estanislao Fernandez, que é estudante de design e uma popular drag queen local. “Este é um passo que estamos dando e espero que um dia cheguemos ao ponto em que as carteiras de identidade não digam se alguém é homem, mulher ou qualquer outra coisa“, afirmou Fernández. Estrangeiros residentes na Argentina podem alterar sua identidade no Escritório Nacional de Migração.

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