Policial que agrediu estudante em Goiânia é indiciado por homofobia, agressão, ameaça e racismo

O policial que agrediu o estudante de medicina em mercearia de Goiânia foi indiciado por crimes de injúria homofóbica, ameaça, lesão corporal e crime de racismo. O Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância da Polícia Civil (Geacri) concluiu a investigação e o processo foi enviado para o Poder Judiciário. Com informações do Mais Goiás.

O caso ocorreu às 19h36 no dia 9 de maio em um estabelecimento local. Dois vídeos registraram a ocorrência. Um deles, foi gravado pelo celular da vítima, Lucas Leite, de 23 anos, que é gay e o outro, registrado por câmeras de segurança do estabelecimento. Segundo Lucas, a discussão começou quando o policial militar questionou o motivo de o estudante estar olhando para ele e que, além das agressões, o militar disse que o mataria. “Quando eu passei perto dele, ele começou a debochar e rir, olhando para mim, como se tivesse algum problema comigo. Eu não arrumei confusão, não fui para cima dele, não fiz nada que justificasse tal atitude”, afirmou o jovem.

Para a polícia, a ação não só consiste em ofensa homofóbica, como também dá a entender que o policial havia taxado a vítima anteriormente usando o mesmo termo, algo confirmado por testemunhas. Já o crime de ameaça foi provado pelas imagens das câmeras de segurança, pelo vídeo gravado pela vítima e por testemunhas oculares. As imagens registram quando o policial puxa uma arma de fogo da cintura e parte em direção à vítima. Além disso, o crime de agressão com lesão corporal também foi constatado no inquérito policial. O laudo do exame de corpo de delito comprovou as agressões.

O policial foi indiciado ainda pelo crime de racismo por impedir que o estudante adquirisse produtos na mercearia. Conforme a lei que tipifica o crime, impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público, em razão de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, se enquadra como crime de racismo.

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