Rodrigo Faour presta homenagem a Doris Monteiro e Leny Andrade

A música brasileira sofreu duas grandes perdas nesta segunda-feira (24) com as mortes das cantoras Leny Andrade, aos 80 anos, e Dóris Monteiro, aos 88. Leny deixou uma lista de interpretações marcantes, dando toques jazzísticos a obras de grandes nomes da MPB e Doris foi uma das precursoras da Bossa Nova, cantando com divisões rítmicas inovadoras.

O jornalista, produtor musical e historiador Rodrigo Faour relembra com emoção como foi trabalhar com as duas e tê-las como amigas em encontros memoráveis, não apenas produzindo shows, mas do tempo de suas adolescência quando as conheceu e afirma que ambas foram duas divas amadas pela comunidade LGBT.

“Doris Monteiro & Leny Andrade, duas cantoras modernas, duas estilistas da canção, duas amigas que se vão. Foram tantos encontros em tantos lugares, tantas entrevistas, tantos shows, tanto tricô pelo telefone. Tive o prazer de produzir também shows coletivos em que elas tomaram parte. Elas sempre me prestigiaram e sempre souberam que tinham em mim um amigo”.

“Doris conheci em 1994 quando era garçom-cantor do Teatro dos 4, ainda tinha 21 anos (a foto comprova). LENY foi dois anos depois, quando fiz minha primeira capa de caderno, na Tribuna da Imprensa, em verdade, minha segunda matéria publicada. Carreiras longevas. Ambas começaram adolescentes e renovaram a música moderna brasileira. Até um dia!”.

As duas serão valadas juntas no Theatro Municipal do Rio nesta terça, 25, de 1h às 15h.

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