Motoboy gay preso injustamente tem liberdade concedida pela Justiça após 19 dias encarcerado

O administrador Maxsuel Vieira Ribeiro, de 35 anos, recebeu o alvará de soltura na tarde desta terça-feira (03/08), concedido pela Justiça, sob o argumento que sua prisão foi um erro. Motoboy negro e gay, Max se encontrava preso desde o dia 15 de julho suspeito de assaltar uma mulher em Santana do Paraíso, município no interior do estado de Minas Gerais, mesmo alegando inocência e apresentando provas.

Segundo informações do portal Diário do Aço, a delegada de Santana do Paraíso, Talita Martins pediu a soltura de Maxsuel por entender que ele não é o autor do crime pelo qual foi acusado. Diante dos indícios, o Ministério Público se manifestou a favor da soltura do suspeito, o que foi atendido pela Justiça no início da tarde desta terça. Em entrevista ao portal, Max contou como foi passar 19 dias preso e o que pretende fazer agora que está solto. “Pagar por uma coisa que você não cometeu é bem ruim. A gente chega até pensar em morrer. É muito difícil. Mas agora estou tentando me sintonizar primeiro. Não sei quais são os meus próximos planos. Eu preciso pensar direito ainda, mas agora pretendo passar um tempo com minha família e amigos. Eu sonhava com eles todas as noites na prisão”, disse.

Sobre à campanha feita nas redes sociais em sua defesa, Max conta que ficou bastante surpreso e que não tinha ideia que seu caso poderia ganhar toda essa dimensão. “Não sabia de toda essa repercussão e que essas pessoas acreditavam em mim, mesmo sem eu ter falado nada para elas. Mas foi por causa dessas pessoas que estou solto hoje, porque em nenhum momento eu fui ouvido pela polícia. Fui jogando dentro da prisão por ser um motoqueiro com uma jaqueta preta e capacete preto, com isso, me acusaram de ter assaltado uma mulher. E eu nunca roubei nada na vida. Nunca precisei fazer isso. Sempre trabalhei e levei minha vida simples”, enfatizou.

Depois de ficar 19 dias preso, Max revela que não está com raiva ou se sentindo revoltado com tudo que aconteceu. “No momento que eu estava preso, eu foquei em coisas boas. Eu orei muito e pedi a Deus para me dar forças. Eu espero que essas pessoas que me acusaram que paguem para Deus. Eu nem quero saber quem foi. Estou com zero ressentimentos”, afirmou.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!