Brasil tem média de 515 amputações de pênis por ano; falta de higiene é a principal causa de câncer no órgão

Dados do Ministério da Saúde divulgados pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) mostraram que número de amputações de pênis no Brasil cresceu 1.604% em 14 anos. De acordo com o relatório, foram realizados 7.213 procedimentos, dando uma média de 515 por ano.

“Infelizmente, a desinformação e a dificuldade de acesso à saúde contribuem para muitos casos de amputação do órgão e morte por câncer de pênis”, ressaltou a SBU. A amputacão é uma das consequências do câncer de pênis, que registrou 1.791 casos no Brasil em 2021, um número menor quando comparado a 2019, quando foram registrados 2.197; em 2020 foram 2.095. Porém, a SBU afirma que a pandemia impactou na baixa na procura por ajuda médica e o consequente diagnóstico. Em números absolutos, a região com maior incidência de amputação é o Sudeste, com 2.872 casos no período, seguido por Nordeste (2.104), Sul (1.134), Norte (631) e Centro-Oeste (472). Os estados com maior número de caso são: São Paulo (1.227), Minas Gerais (1.067) e Paraná (582).

No Brasil, o câncer de pênis pode representar 17% de todas as neoplasias malignas em certas regiões. A incidência aumenta com a idade, atingindo o pico entre 50 e 70 anos de idade. Em 2021, a maioria das capitais nordestinas apresentou índices mais alarmantes“, analisou em nota Ubirajara Ferreira, coordenador do departamento de uro-oncologia da SBU. Esse tipo de tumor está relacionado em sua grande maioria à higiene inadequada do pênis. 

Segundo Ferreira, qualquer mudança na genitália deve ligar o alerta para o problema. “Deve-se suspeitar de qualquer alteração, como ferida que não cicatriza, nódulos, secreções saindo do prepúcio, área vermelha endurecida, sangramentos vindo da glande, coceiras”, orienta. Buscar um urologista pode ajudar a identificar lesões “pré-malignas”, evitando a evolução para o câncer.

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