“Aquele que agride a mulher fisicamente é um gay enrustido”, diz vereador do PR durante sessão na Câmara

O vereador Luizinho Maranhão (PSB) foi alvo de críticas após fazer uma declaração em sessão plenária realizada na última segunda-feira (21/03), na Câmara Municipal de Paranaguá, no litoral do Paraná, que discutia três projetos de lei de combate à violência contra a mulher. Ao declarar apoio aos projetos, Maranhão alegou que os agressores seriam “gays enrustidos”.

“Nós temos que aprovar, mas é um sentimento que nos deixa muito preocupados, né, que em pleno século XXI tenhamos que criar leis em defesa das mulheres porque temos alguns canalhas que resolvem agredir não só de forma verbal como de forma física as mulheres, com justificativas de que estava sob efeito de álcool ou com alguma psicopatia ou com alguma preferência sexual, porque todo aquele que agride a mulher fisicamente é um gay enrustido, além de ser um grande mau-caráter“, disse ele.

Minutos depois da fala de Maranhão, na mesma sessão plenária, outro parlamentar, Tiago Kutz (PP), se pronunciou sobre a declaração do vereador. “Eu entendo a animosidade, eu entendo a revolta, vereador Luizinho Maranhão, entendo mesmo. Mas, quando o cara bate na mulher não é porque ele é gay, até mesmo porque os gays, as lésbicas, as travestis, todos acabam sofrendo também nas mãos às vezes de homens como esses. (…) Eu só estou querendo dizer que não é culpa de quem ‘é isso ou aquilo’, é somente uma situação de um cara que está ali pelo machismo batendo na mulher e agredindo outras pessoas“, opinou Kutz.

Em entrevista à RPC, na manhã desta quarta-feira (23/03), o parlamentar disse que não considera a fala preconceituosa, mas que se arrepende e pede desculpas. “Essa frase eu também falei dos indícios que levam a agressão das mulheres, falei do alcoolismo, falei da psicopatia, tem também o ciúme e aí eu não falei de gay, eu falei de homens enrustidos, popularmente conhecidos como homens que não saíram do armário, que praticam agressão em função do fato de a mulher já saber sua preferência, e eles se sentirem preocupados que isso possa ir a público. Eu me arrependo de ter falado essa palavra porque estão dando ênfase apenas em um trecho. Se eu causei algum tipo de constrangimento, problema com a comunidade gay, peço desculpas“, explicou.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!