Amigos e fãs lamentam morte de Lorna Washington nas redes sociais: “Jamais será esquecida”

Amigos, companheiras de espetáculo e figuras importantes da cena LGBTQIA+ usaram as redes sociais para lamentar a morte de Lorna Washington, aos 61 anos, artista ícone do transformismo no Brasil conhecida como à Fernanda Montenegro do mundo drag. A informação sobre a morte foi confirmada por Rene Júnior, vice-presidente do Grupo Pela Vidda. Lorna teve um infarto, chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento na Tijuca, Zona Norte fluminense, mas não resistiu.

Suzy Brasil foi uma das foi uma das que homenageou a colega. Pelo Instagram, Suzy compartilhou uma live realizada com Lorna durante a pandemia e lembrou de momentos incríveis ao lado da artista, uma das suas maiores inspirações. “Lembro que eu ia a boate 1140, no início, bem no comecinho da minha carreira como drag, como transformista, e ficava na fila do gargarejo para assistir a diva que lotava a boate aos domingos, numa época que não existia open bar e nem entrada free“, disse Suzy. “Meu intuito nas noites de domingo era falar um pouquinho com a rainha da noite, queria que ela me visse. Se Lorna, no palco, agradecesse a minha presença… Meu Deus! Fechava a noite com chave de ouro. Todos queriam ser mencionadas por Lorna”.

O ator e comediante Luis Lobianco também prestou uma homenagem à Lorna, destacando toda a lição de sua coragem e o rigor artístico. “Acompanho a sua batalha pela vida desde que me entendo por gay – pela sua própria e também da nossa comunidade. Quando a epidemia de HIV não era sequer mencionada por causa dos estigmas sociais, Lorna subia no palco e dizia tudo o que devia ser dito. Nunca deixou que o diabetes severo apagasse suas cores. Com seu andador em cena, se apresentava divina, mordaz, ARTISTA“, escreveu Lobianco. “Honrou a palavra ‘engajamento’ quando isso ainda significava estar na primeira linha de combate e não somente monetizar com as nossas pautas. Que a sua contribuição jamais seja esquecida”.

Amiga de Lorna, a médica infectologista Marcia Rachid, símbolo no tratamento da aids/HIV no Brasil, disse: “Aprendi tanto com Lorna que não caberia aqui. A potência da vida deve ser mais forte que a própria morte, mesmo diante da perda. Dor e sofrimento precisam ter limites. Temos que prestar homenagens em vida (Lorna sempre dizia isso) e morrer não é derrota. Lorna sempre foi sinônimo de luz e de alegria. Celebrava muito a vida dela e de tantos desconhecidos. Levava sorrisos e gargalhadas para quem estava doente no hospital. Devemos sequir e continuar honrando seu nome, seu trabalho e brindando nosso ‘VIVA a VIDA’, por cada pessoa que vive e viveu perto de nós, compartilhando momentos, ensinando e aprendendo. Lorna viverá para sempre em nosso pensamento e coração”.

Um dos nomes por trás do Pink Flamingo, bar-balada carioca que realizou uma homenagem em vida a artista em julho deste ano, o jornalista, DJ e produtor de eventos Thiago Araujo lembrou de seus últimos trabalhos ao lado da transformista. “Lorna nos ensinou que sempre as flores são em vida, e Deus foi bom de deixar isso acontecer! Lorna abriu caminhos gigantescos para que pessoas LGBTQIAP+ como eu e vocês possam existir, livres e plenas, com muita luta e apesar de tudo! RIP @lorna.washington.rio!”.

Indianara Siqueira, ativiste idealizadore da casa de acolhimento LGBTQIA+ Casa Nem, também repercutiu a morte de Lorna. “Uma grande perda para a comunidade e para toda sociedade. Só lamento os que não tiveram a oportunidade de conviver com ela. Forever Lorna Washington“, escreveu Indianara na legenda de uma foto ao lado da artista.

À família, amigos e a todos que foram tocados pela luz de Lorna, enviamos nossas mais profundas condolências. Que encontrem conforto na memória de uma vida vivida com paixão, coragem e amor. O corpo será velado no Cemitério do Caju , capela B, a partir das 8h. E o sepultamento será às 11h, do dia 31/10/2023.

Confira algumas das homenagens

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Felipe Sousa

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!

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