Jogador de time LGBTQ+ brasileiro de rugby é encontrado morto e quase é enterrado como indigente

A Polícia Civil de São Paulo investiga quem matou o jogador de rugby Diogo da Silva Paz, de 30 anos. Mesmo identificado, ele permaneceu por quatro dias no Instituto Médico Legal (IML), enquanto amigos e familiares procuravam notícias sobre seu paradeiro.

Segundo informações do portal Ponte, Diogo foi socorrido por soldados do Corpo de Bombeiros por volta das 10h de domingo (13/12) na altura do número 207 da Rua Pirapitingui, na Liberdade, região central de São Paulo, e encaminhado para o Hospital do Servidor Público Municipal. Segundo consta no Boletim de Ocorrência, o atleta foi “vítima de agressão por terceiro”. Ainda ferido, Diogo teria conseguido passar o contato de seus dos pais para pessoas que estavam próximas.

Mesmo identificado ao chegar ao hospital, com nome de pai e mãe, além do endereço em que residia, o empresário Jared Baungartner, amigo de infância de Diogo, conta que o corpo de Diogo ficou na geladeira do IML (Instituto Médico Legal) por quatro dias, enquanto seus amigos e familiares acreditavam que ele estivesse desaparecido. Segundo Baungartner, Diogo quase foi enterrado como indigente, já que os pais dele moram no interior paulista e só ficaram sabendo do crime pelas redes sociais.

A Justiça e o funcionalismo público privilegiam pessoas brancas e heterossexuais. Ele foi largado numa gaveta como um indigente por ser gay, não branco e estar em uma região desvalorizada. Houve dois crimes: um pelos autores que o espancaram até a morte e outro pelo sistema que negligência a causa da morte e trata como indigente um homem com história, amigos e família”, afirmou Baugartner ao portal. Diogo foi enterrado em Rio Claro, sem velório. Além dos pais, ele deixa duas irmãs.

Diogo fazia parte do Tamanduás-Bandeira, primeiro time LGBTQ+ brasileiro de rugby. Nas redes sociais, o time lamentou o crime e pediu por justiça. “Com muito pesar informamos o falecimento do nosso ex-atleta Diogo Paz, vítima de agressões no centro de São Paulo. Desejamos aqui nossas mais sinceras condolências ao familiares e amigos”, escreveu o time. “A violência nunca vai deixar de nos horrorizar. É nosso dever exigir que esse caso seja explicado. Justiça seja feita. Quem matou Diogo Paz? #justiçapordiogopaz”.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!