Operação prende organização que explorava sexualmente travestis e transexuais em Uberlândia

Na última segunda-feira (08/11), um grupo suspeito de exploração sexual contra travestis e mulheres trans foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Uberlândia, Minas Gerais. A “Operação Libertas” prendeu três pessoas, incluindo a ex-vereadora Pâmela Volp, a filha dela, Paula Volp, e Lamar Bionda.

Além de explorar “uma grande rede de prostituição“, o MP afirma que as criminosas também financiavam e obrigavam que as vítimas fizessem procedimentos estéticos clandestinamente e “de forma absolutamente ilegal“. Há suspeita, inclusive, de que algumas tenham morrido durante estes procedimentos. Segundo informações do G1, as pessoas exploradas eram obrigadas a pagar diárias para que pudessem usar os pontos de prostituição dominados pela quadrilha, assim como para usar as instalações onde viviam ou mesmo levavam clientes. Dessa forma, as dívidas assumidas eram cada vez maiores com os líderes da organização criminosa. “Algumas travestis que tinham potencialidade de dar maior ganho para esse grupo criminoso eram levadas para São Paulo. Lá, a Pâmela custeava esse silicone. Ela não só custeava, ela cobrava posteriormente e as travestis não conseguiam mais sair da teia dessa organização criminosa, pois as dívidas só aumentavam“, disse o promotor do Gaeco, Thiago Ferraz.

O Gaeco também investiga se mãe e filha estão conectadas a morte de Ailson Souza da Silva, que era do Acre e tinha 20 anos. Ela teve complicações devido a prótese de silicone colocada com ajuda de ambas e faleceu. Na casa de Pâmela foram apreendidos R$ 106 mil em dinheiro. Nas notas, constam os nomes das travestis que pagavam as diárias. Também foi confirmado que há diversos imóveis no nome da ex-vereadora, além de dois veículos de luxo, que custam mais de R$ 800 mil somados. As investigações continuam em andamento, sob segredo de justiça, conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Em nota, o advogado de defesa de Pâmela Volp e Paula Volp, Rogério Inácio, afirmou que Pâmela é “uma pessoa digna, que luta e enfrenta tudo com honestidade“. “Podem criar especulações, suposições, fantasias, o que for, a verdade é que uma pessoa boa, honesta e que por ser travesti, tem sua vida atacada de todos os lados. A sociedade é que precisa se reinventar, não ela”, disse Rogério.

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