SP: Adolescente é espancado na saída da escola após episódios de bullying: “Me odeiam porque sou gay”

Um estudante, de 16 anos, afirma ter sido brutalmente espancado após sofrer episódios de bullying em uma escola de Arujá (SP). Gay assumido, o adolescente relata que a briga foi motivada por homofobia e diz que vem sofrendo provocações por parte de outros alunos há cerca de um ano. Ele conta que chegou a desmaiar na rua após levar socos e chutes por todo o corpo.

O caso foi no dia 8 de fevereiro na Escola Estadual Ana Maria de Carvalho Pereira, no Jardim Emília. Em conversa com o G1, ele conta que passou a ser vítima de piadas preconceituosas e “pequenas agressões físicas”, no dia a dia. O adolescente afirma que fez reclamações para a diretoria e Conselho Tutelar, mas que nunca teve apoio. “Já tem um tempo que esses caras estavam me zoando, chamando de ‘cadelinha’, de ‘viadinho’, de ‘bicha’. Só ficavam me zoando. Eu sofrendo bullying, falava com a diretora e não resolvia. Falei com o Conselho Tutelar e não resolveu“, conta. “Eles falaram que se eu não mudasse de vida, eles iam me catar na rua. Eu falava isso para a diretoria, não faziam nada. Ela queria os nomes de quem estava fazendo isso, mas mesmo assim, eu sabia que ela não ia se intrometer. Ela não quer arriscar a vida dela por aluno”.

Segundo o adolescente, que cursa o período da noite, os agressores chegaram a enviar uma carta com ameaças de agressão. “Eles escreveram uma cartinha que eles iam me catar lá fora. Eu fui na diretora e falei com ela. Ela falou assim: ‘não, Bruno, você pode ir embora pra casa, não vai acontecer nada’. Quando saio da escola, isso acontece. Não dá cinco minutos que o portão fecha, isso acontece. Aí já era, ferrou de vez””, relata. “Eles me deram uma voadora, começaram a chutar até os meninos do ponto ir chamar a diretora, contar o que estava acontecendo. Eu tentei levantar, subi um pouquinho, ficou tudo escuro e eu desmaiei na hora. Quando acordei, estavam meu pai, minha mãe, diretora, vice-diretora, o tio da escola”.

Agora diz que espera por Justiça e que a escola tome alguma atitude. “Eu nunca fiz mal pra eles, nunca provoquei. Eles me odeiam porque eu sou gay“, desabafa. Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo destaca que repudia toda e qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar. Diz também que, assim que tomou conhecimento do caso, a direção da escola registrou boletim de ocorrência e está prestando total apoio à família do estudante.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!