Justiça dá 48 horas para CBF explicar por que nenhum jogador da seleção brasileira usa a camisa 24

A 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro ordenou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) responda, em até 48 horas, por que não usa o número 24 nas camisas dos jogadores na Copa América. O Brasil é o único time que não tem um camisa 24 na competição, enquanto todas as outras seleções possuem.

A decisão judicial foi tomada pelo juiz Ricardo Cyfer, na última terça-feira (29/06), após o “Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT” entrar com um processo contra a CBF para que a entidade explique o caso. Na ação, o grupo afirma que “o fato da numeração da seleção brasileira pular o número 24, considerando a conotação histórico cultural que envolta esse número de associação aos gays, deve ser entendido como uma clara ofensa a comunidade LGBTI+ e como uma atitude homofóbica“. Para o magistrado, há urgência em conceder a liminar, uma vez que a Copa América é promovida no Brasil e se encerra em 10 de julho. Caso não se posicione em até 48 horas, a entidade receberá multas diárias de R$ 800.

De acordo com a decisão, a CBF terá de responder cinco questionamentos feitos pelo grupo Arco-Íris: se a não inclusão do número 24 no uniforme oficial nas competições constitui uma política deliberada; em caso negativo, qual o motivo da não inclusão do número 24 no uniforme oficial; qual o departamento dentro da interpelada, que é responsável pela deliberação dos números no uniforme oficial da seleção; quais as pessoas e funcionários da Interpelada, que integram este departamento que delibera sobre a definição de números no uniforme oficial; e se existe alguma orientação da Fifa ou Conmebol sobre o registro de jogadores com o número 24 na camisa.

É dela (CBF) a responsabilidade de mudar esta cultura dentro do futebol. Quando a CBF se exime de participar, a torcida entende que é permitido, que é aceitável, e o posicionamento faz com que, aos poucos, esta cultura mude”, diz a petição.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!