Ana Carolina Apocalypse estrela capa digital da Marie Claire em parceria exclusiva com a Nivea; confira

Como forma de celebrar o Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia, comemorado nesta segunda-feira (17/05), a Nivea preparou uma edição especial de produtos, assim como ações de mídia para gerar reflexão sobre o tema. Além disso, terá Ana Carolina Apocalypse estrelando uma capa digital da revista Marie Claire, representando e dando visibilidade à história da mulher trans.

A campanha é uma parceria com a ONG “All Out” e como apoio à causa, doará 100% do lucro das vendas dos produtos “Orgulho”, itens de edição limitada, a projetos que prestam apoio à saúde física e mental da comunidade LGBTQ+. A revista manterá programação online especial sobre o tema das 12h às 20h, com entrevista exclusiva com Ana Carolina, finalizando com uma live com Pietra de Pinho, Bru Andrade e Muro Pequeno. “Eu fui me encontrando devagar. Não sei dizer exatamente o momento certo. Mas, quando comecei minha transição, a Aninha foi se montando. Em 2019, coloquei meus seios e fiquei mais realizada ainda. Mas, naquelas, né? Até porque eu ainda não tinha usado um vestido. Mas a cada dia, conforme ia me montando, dando um passo, eu me construía. Me colocava num patamar daquilo que eu queria ser. Eu me sinto completa“, conta Ana, que iniciou seu processo de transição aos 59 anos.

Ser mulher é tudo, é uma realização completa dentro de mim. Muitas amigas me contam como ser mulher é difícil. Mas a força que eu tenho em ser mulher me orgulha, me completa muito. Mas é bom estar atenta e cuidadosa: se as agressões não vêm da homofobia, podem vir do machismo. Homem não é dono de mulher nenhuma“, alerta Ana. Ela ainda aproveita para dar um conselho para quem está passando por transição: “Procurem o protocolo, não façam nada sozinhos ou por impulso. Isso não leva a nada. Muitas pessoas me dizem que acham que são trans. Não pode ‘achar’, tem que ter certeza. E a certeza vem com o protocolo. Não se pode sair comprando hormônio sem orientação. A pessoa pode ter trombose e morrer.

É papel da Marie Claire discutir e contemplar, com frequência, assuntos relevantes e debates recentes sobre a comunidade LGBTQIA+ desde que a revista nasceu no Brasil, há 30 anos. Em 2018, por exemplo, fizemos a primeira capa de um título internacional com um casal real de mulheres lésbicas, com a atriz Nanda Costa e a percussionista Lan Lanh, que foi muito bem recebida pela nossa comunidade”, afirma Laura Ancona, diretora de Redação da Marie Claire.

VEJA + NO PHEENO TV

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!