Farmacêutico é expulso de balada após beijar outro rapaz: “Macho não pode se pegar aqui”

O preconceito continua fazendo novas vítimas! O farmacêutico bioquímico Ismael Henrique dos Santos é a mais recente delas. Em entrevista ao G1, ele alega ter sido expulso de uma casa noturna de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, depois de ter beijado o namorado, no sábado (12/12).

Ismael conta que estava no local na companhia de um grupo de amigos, quando beijou outro rapaz. Em seguida, ele teria sido abordado por um funcionário do estabelecimento, que ele acredita ser o gerente do local, que pediu para ele sair da boate. “Ele falou que macho não poderia se pegar ali. Senti vergonha, me senti impotente por não poder fazer nada, humilhado, porque tinha outros casais héteros fazendo igual e porquê só a gente precisava parar?”, questionou. Após o ocorrido, Ismael procurou um amigo que trabalha de segurança no local para relatar o ocorrido, mas o profissional afirmou que não poderia intervir na situação.

Ele pediu para mostrar a pessoa [que o expulsou] e eu mostrei. Ele disse que não poderia fazer nada, porque a pessoa ocupava um cargo grande ali dentro”, disse o rapaz. Após a expulsão, amigos de Ismael questionaram o funcionário sobre a proibição do beijo gay. “Infelizmente o local é deles. Normas da casa. Tenho que aceitar e é isso”, lamentou o funcionário do local. O farmacêutico registrou um boletim de ocorrência no dia seguinte e acionou um advogado. O farmacêutico registrou boletim de ocorrência no dia seguinte e contrataou advogado. Agora ele aguarda o contato da Polícia Civil para prestar depoimento.

Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que as condutas homofóbicas e transfóbicas se enquadram nos crimes de Racismo previstos na Lei 7.716/2018. É crime “praticar, induzir, ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da qualquer pessoa. A pena será de 1 a 3 anos, mais multa, e pode subir de 2 a 5 anos se houver divulgação do ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!