“Boy Erased” tem lançamento cancelado no Brasil; ator acusa Bolsonaro de censura

Previsto para estrear no final de janeiro no Brasil, o drama “Boy Erased – Uma Verdade Anulada” não será mais lançado nos cinemas do país. O anúncio foi feito discretamente pela Universal Pictures pelo Twitter, em resposta à pergunta de um usuário, que notou a ausência do filme entre as estreias.

“Oi, Felipe. Infelizmente esse filme não será mais lançado pela Universal Pictures aqui no Brasil”, informou a distribuidora na rede social. Autor do livro no qual o filme é baseado, Garrard Conley escreveu sobre o caso no Twitter, mas depois apagou o post: “‘Boy Erased’ censurado no Brasil. Sentia que isso poderia acontecer e estou muito triste que esse tipo de coisa aconteça em um país tão incrível”.

Após o assunto correr as redes sociais, o ator Kevin McHale postou uma sequência de stories em seu Instagram e acusou Jair Bolsonaro de censura, dizendo que o atual presidente do país restringiu conteúdos LGBTQ+. “Queridos brasileiros, Boy Erased acabou de ser banido no Brasil. Seu presidente está CENSURANDO conteúdo LGBT+. Banir um filme sobre os perigos do conservadorismo é PERIGOSO! Bolsonaro é uma ameaça as vidas dos LGBT+. Amo o Brasil e vou lutar com vocês”, disse o ator.

Bolsonaro usou o Twitter para rebater McHale e afirmou que a acusação não é verdadeira: “Fui informado de que um ator americano está me acusando de censurar seu filme no Brasil. Mentira! Tenho mais o que fazer. Boa noite a todos”, disse Bolsonaro.

Em comunicado, o estúdio negou que o cancelamento seja por censura. “Não houve censura alguma. A Universal Pictures não lançará ‘Boy Erased’ nos cinemas, única e exclusivamente, por uma questão comercial baseada no custo de campanha de lançamento versus estimativa de bilheteria nos cinemas. Acordo com nosso escritório regional”, disse a distribuidora.

Estrelado por Nicole Kidman, Russell Crowe e Lucas Hedges, “Boy Erased” conta a história do jovem Garrard, de 19 anos. Morador de uma pequena cidade conservadora do Arkansas, ele é gay e filho de um pastor da igreja batista. Após ser confrontado pela família, o jovem entra em um programa de terapia na busca da “cura” da homossexualidade.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!